A Verdade Sobre Israel

A Verdade Sobre Israel

A Verdade Sobre Israel

A maioria das pessoas tem a mídia como referência para formar opinião sobre quase tudo, em detrimento de livros de história, revistas especializadas ou viagens. Durante anos, Israel tem sido vítima de notícias tendenciosas, que mostram apenas o que é de interesse de seus criadores. Nesta matéria, nosso objetivo é mostrar a realidade de Israel, após ficarmos 10 dias visitando não apenas os pontos turísticos, mas convivendo no dia a dia do povo israelense. Esperamos que estas informações sirvam para que você, assim como a nossa equipe, conheça a verdade sobre a Terra Santa.

Grande parte da população mundial pensa em Israel como um lugar perigoso, aonde, a todo o momento, bombas explodem e terroristas atacam pessoas inocentes. Visualizam tanques de guerra nas ruas cheias de escombros, pessoas assustadas andando apressadamente e sirenes que, de repente, tocam avisando mais um ataque iminente. Este também é o retrato que a mídia mundial estampa em seus periódicos, noticiando eventos isolados e, hoje, raros, como o dia a dia da nação de Israel. Gostaria que os jornalista e editores destes periódicos passassem, pelo menos, uma semana em Israel, para conhecer o Verdadeiro Estado e ver de perto a riqueza de sua economia, agricultura, tecnologia, educação e a beleza de suas paisagens e arquitetura milenares. Eles ficarão surpresos com a estrutura turística, hotéis cinco estrelas, praias maravilhosas, ruas limpíssimas e trânsito organizado. Depois disto, terei um grande prazer em ler suas matérias, pois sei que terão argumentos para falar a verdade sobre Israel.

Introdução

A chamada Terra Santa, a Terra da Promissão da Bíblia, é geograficamente bem pequena. Mais ou menos uns 30 mil km2, estendendo-se verticalmente do sul do Monte Líbano até o Deserto de Neguev e horizontalmente das costas do Mar Mediterrâneo até às margens do Rio Jordão, que depois de alimentar o Lago da Galiléia, deságua no Mar Morto. Apesar de ser apontada pelos antigos profetas como a terra do maná, onde o alimento, por assim dizer, caía do céu, a escassez sempre foi comum. As poucas áreas agrícolas existentes, devido à raridade das chuvas, permitiam uma modesta colheita de grãos que nunca se caracterizaram pela abundância ou pela prodigalidade. As áreas pedregosas, por sua vez, bem mais elevadas, foram usadas ao longo da história para a criação de cabritos e ovelhas.

Se a região, sob o ponto de vista econômico, material, foi sempre modestíssima, não tendo minas de ouro ou de mármore, nem sequer poços de petróleo, permanentemente assolada pela pobreza, o mesmo não se aplica ao que ela representou na imaginação religiosa e sobrenatural dos homens. Não há, nem nunca houve, em mais de 5 mil anos de história, um território tão disputado e tão conflagrado como a área do antigo Reino de Israel. Por séculos afora os deuses e os profetas das mais variadas origens e procedências, lutaram entre si, em impressionantes e sangrentas batalhas teológicas, pela conquista dos corações e das mentes dos homens, fazendo daquelas terras abrigo de maravilhas, mas também de fanatismos e intermináveis discórdias entre os povos semitas, os descendentes de Abraão (que, presume-se, teria chegado à região cerca de 1.850 a.C.).

Para os judeus, provavelmente os seus mais antigos habitantes, ela é a Eretz Israel, a terra dada por Jeová ao Povo Eleito, a Terra da Promissão, o local que Deus apontou a Moisés como o lar definitivo dos judeus. Para os cristãos, a Terra Santa é duplamente sagrada. Jesus Cristo, o Messias, aquele que além de anunciar a chegada do Reino dos Céus sacrificou-se pelo bem da humanidade inteira, nasceu e morreu nela. O filho de Deus veio ao mundo em Belém, cresceu em Nazaré, pregou na Galiléia e foi crucificado em Jerusalém (cerca do ano 33). Local de onde logo ressuscitou para vir animar seus discípulos a que seguissem na difusão do Evangelho. Apegados ao Novo Testamento, escrito por quatro apóstolos a partir da segunda metade do século I, todas as referências que os cristãos neles encontram sobre a vida de Jesus fazem referência a Terra Santa, sendo que todos os seus passos, três séculos depois da sua morte, foram reconstituídos por Helena (cerca de 327-8), a mãe do imperador Constantino que se convertera a nova fé no ano de 313.

Por último, ela é também o Nobre Lugar para os muçulmanos, visto que, de acordo com eles, foi do alto do Haram as-Sharif, o Domo da Rocha – situado na parte elevada de Jerusalém, que depois se chamou de a Esplanada da Mesquita -, que o profeta Maomé em espírito (NUNCA em pessoa), foi encontrar-se com Alá nos céus, no episódio conhecido como a Jornada Noturna do Profeta. Exatamente naquele espaço santo é que o califa Omar, a partir de 638, quando ocupou pacificamente Jerusalém (chamada de Al-Quds pelos maometanos) então em mãos do Patriarca Sofrônio, determinou a construção da estupenda Masjid Al-Aqsa, terminada em 705, para que o esplendoroso templo se tornasse um centro de celebrações islâmicas. Com a bela mesquita, Jerusalém serviu como uma alternativa aos fiéis islâmicos que não podiam cumprir com a Hégira, a peregrinação a Meca, berço da religião maometana, fazendo com que a sua magnífica cúpula dourada, que brilha como um sol, servisse de guia e de farol para todos os que quisessem chegar à Jerusalém.

A conseqüência disso, das três grandes religiões, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, fazerem daquele solo algo sagrado aos olhos dos seus seguidores espalhados pelo mundo inteiro, inevitavelmente faz com que qualquer conturbação ou conflito aberto que abale aquela região, eivada de símbolos e de sítios sagrados, torne-se de imediato de interesse universal. Além disso, por Israel ser geograficamente uma ponte que liga a África ao Oriente Médio, ela foi ocupada e conquistada por quase todos os reis e generais da Antigüidade: Ramsés III, Sargão II, Nabucodonossor, Ciro o grande, Alexandre Magno, Pompeu, Tancredo e Balduíno, Solimão o magnífico, e até Napoleão Bonaparte. Jerusalém foi tomada 17 vezes ao longo da sua história por cananeus, hebreus, filisteus, assírios, babilônios, egípcios, macedônicos, gregos, romanos, bizantinos, turcos, cavaleiros cruzados, mongóis e mamelucos.

Vamos à história:

Tempos bíblicos – Os patriarcas

A história judaica começou há mais ou menos 4.000 anos (c. séc. XVII a.e.C) – com o patriarca Abraão, seu filho Isaac e seu neto Jacob. Documentos encontrados na Mesopotâmia, que datam de 2.000-1.500 (a.e.C), confirmam aspectos de sua vida nômade, tal como a Bíblia descreve. O Livro do Gênese relata como Abraão foi conclamado a abandonar Ur, na Caldéia, e ir para Canaã, para iniciar a formação do povo com a fé no Deus Único. Quando Canaã foi assolada pela fome, Jacob (Israel), seus doze filhos e suas famílias estabeleceram-se no Egito, onde seus descendentes foram reduzidos à escravidão e sujeitos a trabalhos forçados.
O Êxodo e o Assentamento

Após 400 anos de servidão, os israelitas foram conduzidos à liberdade por Moisés que, segundo a narrativa bíblica, foi escolhido por Deus para tirar seu povo do Egito e retornar à Terra de Israel, prometida a seus antepassados (séc. XIII-XII a.e.C). Durante 40 anos eles vagaram no deserto do Sinai, tornando-se uma nação; lá receberam a Torá (o Pentateuco), que inclui os Dez Mandamentos e deram forma e conteúdo à sua fé monoteísta. O êxodo do Egito (c. 1300 a.e.C) deixou uma marca indelével na memória nacional do povo judeu, e tornou-se um símbolo universal de liberdade e independência. Todo ano os judeus celebram as festas de Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot (Pentecostes) e Sucot (Festa dos Tabernáculos), relembrando os eventos ocorridos naquela época.

Durante os dois séculos que se seguiram, os israelitas conquistaram a maior parte da Terra de Israel e renunciaram à sua vida nômade, tornando-se agricultores e artesãos; seguiu-se uma fase de consolidação social e econômica. Períodos de relativa paz se alternavam com tempos de guerra, durante os quais o povo se unia em torno de líderes conhecidos como ‘Juízes’, escolhidos por suas habilidades políticas e militares, e por suas qualidades de liderança. A fraqueza inerente a essa organização tribal, face à ameaça constituída pelos filisteus (povo navegante da Ásia Menor que havia se estabelecido na costa mediterrânea do país) gerou a necessidade de um chefe que unisse as tribos e mantivesse a liderança de modo permanente, com sucessão hereditária.
A Monarquia

O reinado do primeiro rei, Saul (c.1020 a.e.c.) permitiu a transição entre esta organização tribal já frouxa e o pleno estabelecimento da monarquia, sob David, seu sucessor.

O Rei David (c.1004-965 a.e.C) fez de Israel uma das potências da região através de bem sucedidas expedições militares, entre as quais a derrota final dos filisteus, assim como por alianças políticas com os reinos vizinhos. Conseqüentemente, sua autoridade foi reconhecida desde as fronteiras com o Egito e o Mar Vermelho até as margens do Eufrates. Internamente, ele unificou as doze tribos israelitas num só reino e estabeleceu sua capital, Jerusalém, e a monarquia, no centro da vida nacional.

David foi sucedido por seu filho Salomão (c.965-930 a.e.C), que consolidou mais ainda o reino. Através de tratados com os reis vizinhos, reforçados por casamentos políticos, Salomão garantiu a paz para seu reino, tornando-o uma das grandes potências da época. Ele expandiu o comércio exterior e promoveu a prosperidade doméstica, desenvolvendo grandes empreendimentos, tais como mineração do cobre e fundição de metais; construiu novas cidades e fortificou as que tinham importância estratégica e econômica. A Bíblia atribui a Salomão o Livro dos Provérbios e o Cântico dos Cânticos.

 A Monarquia Dividida

O final do reino de Salomão foi marcado por descontentamento das camadas mais pobres da população, que tinham de pagar pesados impostos para financiar seus planos ambiciosos. Além disso, o tratamento preferencial dispensado à sua própria tribo exasperava as outras, e conseqüentemente crescia o antagonismo entre a monarquia e os separatistas tribais. Após a morte de Salomão (930 a.e.C) uma insurreição aberta provocou a cisão das tribos do norte e a divisão do país em dois reinos: o reino setentrional de Israel, formado pelas dez tribos do norte, e o reino meridional de Judá, no território das tribos de Judá e Benjamim. O Reino de Israel, com sua capital Samaria, durou mais de 200 anos, e teve 19 reis; o Reino de Judá sobreviveu 350 anos, com sua capital, Jerusalém, e teve o mesmo número de reis, todos da linhagem de David. Com a expansão dos impérios assírio e babilônio, tanto Israel quanto Judá, mais tarde, acabaram caindo sob domínio estrangeiro. O Reino de Israel foi destruído pelos assírios (722 a.e.C) e seu povo foi exilado e esquecido. Uns cem anos depois, a Babilônia conquistou o Reino de Judá, exilando a maioria de seus habitantes e destruindo Jerusalém e o Templo (586 a.e.C).

O Primeiro exílio

A conquista babilônica foi o fim do primeiro estado judaico (período do Primeiro Templo), mas não rompeu a ligação do povo judeu com sua terra. Às margens dos rios da Babilônia, os judeus assumiram o compromisso de lembrar para sempre sua pátria: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria” (Salmos 137:5-6).

O exílio na Babilônia, que se seguiu à destruição do Primeiro Templo, marcou o início da Diáspora judaica. Lá, o judaísmo começou a desenvolver um sistema e um modo de vida religioso fora de sua terra, para assegurar a sobrevivência nacional e a identidade espiritual do povo, concedendo-lhe a vitalidade necessária para preservar seu futuro como uma nação.

Durante os longos anos de dispersão, o povo judeu jamais rompeu ou esqueceu sua ligação com sua terra. Com o estabelecimento do Estado de Israel, em 1948, foi recuperada a independência judaica, perdida 2.000 anos antes.

Outros Descendentes de Abraão

Abraão foi o homem com quem esse conflito árabe/judeu começou, pois Abraão também é considerado o pai dos árabes, além de ser o patriarca dos judeus. Abraão chegou à região da Palestina, terra de ocupação cananéia, por volta de 2000 a.C., nesta região viveram como semi-nômades. Esta região, porém, foi assolada por grande fome. Abraão, rico e próspero pastor, tomou sua tribo e retirou-se para o Egito, onde permaneceu por um breve período e depois mudou-se para Canaã, hoje chamada terra de Israel.

Abraão, até então, não possuía descendentes. Sara, a esposa amada de Abraão, não conseguia ter filhos, pois só conseguiu esta façanha aos 90 anos, quando nasceu o filho do casal, chamado Isaque (de onde descendem os judeus). Até que isto acontecesse, a paciência de Sara esgotou-se e disse Sara a Abrão: “Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela”. E Abrão anuiu ao conselho de Sara (segundo Gênesis 16.2). Sara, portanto, deu a Abraão sua escrava egípcia, Agar, para que com esta Abraão viesse a ter descendentes. Deste ajuntamento nasceu Ismael. “Ele a possuiu, e ela concebeu. Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada” (v. 4). Ismael deveria ser abençoado, ser frutífero, multiplicar-se, não apenas de maneira normal, mas “extraordinariamente”. Ele seria pai de 12 príncipes e não se tornaria apenas uma nação, mas “uma grande nação”. O cumprimento dessa profecia encontra-se em Gênesis 25. Lemos na genealogia de Ismael que dele realmente descenderam 12 príncipes e os islâmicos. Entretanto, os descendentes de Ismael tornaram-se inimigos ferrenhos de Israel, descendentes de Isaque (veja Salmo 83). E permanecem assim até o dia de hoje.

Sara acabou morrendo aos 127 anos e Abraão desposou-se de outra mulher; que se chamava Quetura. Ela lhe deu à luz a Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá. Pesquisando sobre a genealogia dessa família, descobrimos que os filhos de Abraão com Quetura também se tornaram inimigos ferrenhos de Israel. Portanto, vemos claramente que os árabes em geral, que reivindicam ter Abraão como pai, certamente pertencem à mesma família e estão ligados a Israel.

Nesse contexto, é extremamente interessante observar o que mostrou uma pesquisa recente:

Estudo de DNA comprova que judeus e árabes são parentes próximos, como diz a Bíblia.

A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há 4000 anos. Quatro milênios representam apenas 200 gerações, tempo muito curto para mudanças genéticas significativas. Impressiona como o resultado da pesquisa é coerente com a versão expressa da Bíblia de que os árabes e judeus descendem de um ancestral comum, o patriarca Abraão.

O que ocorreu depois destes Tempos Bíblicos? Os Domínios dos Estrangeiros – Ataques à terra judaica.

A Saúde em Israel

Nos dois primeiros dias após a minha chegada, correram comigo e me levaram no correio para fazer a inscrição do plano de saúde obrigatório a todos os cidadãos israelenses. Ninguém fica descoberto em matéria de saúde. Em matéria de remédios, só se compra com receita médica e tem-se um desconto altíssimo, subsidiado pelo Estado, apesar de serem importados da Europa, principalmente da Suíça. Um remédio que no Brasil pode chegar a R$ 100,00 (cem reais), pode ser comprado em Israel por volta de R$ 5,00 (cinco reais). Se a pessoa prova que não pode comprar algum remédio, o Estado ainda ajuda financeiramente. Ninguém fica desamparado.

Os hospitais são bem montados e com aparelhagens de última geração e têm profissionais gabaritados vindos de diversas partes do mundo. A maioria é de origem russa, mas tem muitos israelenses, brasileiros, enfim, de diversas origens. Não existe falta de vagas. Todos são atendidos de maneira humana. Os planos de saúde são pagos direto do que é descontado do imposto de renda de quem trabalha.

 A Economia Israelense

A economia israelense é parte capitalista e parte socialista. O que se vê dentro dos Kibutzim (colônias agrícolas) é puro socialismo. À parte de saúde e educação são socializados. O comércio em geral é capitalista. Muito se importa do exterior e algumas coisas se exportam. O turismo foi um pouco afetado pelos conflitos na região. O mercado de armas vai bem e o mercado de jóias também (Israel está em terceiro lugar no mundo em lapidação de diamantes. A cada três diamantes do mercado mundial, dois foram lapidados em Israel). Os supermercados estão cheios de ofertas de uma infinidade de variedades de produtos. Na maioria, importados da Europa e de outros países da Ásia. O povo come bem. Os bancos emprestam dinheiro com bastante facilidade para quem trabalha. Os israelenses compram muito, vivem bem e viajam pelo menos uma vez por ano para o exterior. Os impostos pagos pelos que trabalham são proporcionais. O valor do salário mínimo equivale a uns U$ 700. A maioria dos israelenses tem casa própria comprada com o empréstimo de banco particular ou do próprio governo, podendo pagar até em 30 anos a juros baixíssimos. O metro quadrado mais caro de Israel se localiza em Tel Aviv. Em segundo lugar, vem Jerusalém. Por Israel ser um deserto e não chover quase nada durante o ano, não poderia deixar de sofrer com a falta de água, mas com toda essa dificuldade climática se planta e se colhe bastante frutas, legumes e verduras e não temos problema de “apagão”.  Utiliza-se o método de irrigação chamado gotejamento, bastante comentado e famoso no mundo inteiro. Um dos últimos investimentos alternativos tem sido a dessalinização da água do mar. Por ser ainda um método caro para obtenção de água potável, ainda não é utilizado em larga escala dentro do país, mas já existem cidades israelenses à beira do Mar Mediterrâneo que o utilizam. Em matéria de energia elétrica para aquecimento de água em casas ou apartamentos, durante quase o ano todo se utiliza energia solar (só não temos sol quente nos três meses de inverno).

Os Ataques Islâmicos

Para os judeus, provavelmente os seus mais antigos habitantes, Israel é terra dada por Deus ao Povo Eleito, tendo Jerusalém – cujo terreno original foi tomado dos filisteus pelo rei Davi – como sua eterna capital (cerca do ano 1.000 a.C.). Ela é a Terra da Promissão, o local que Deus apontou a Moisés como o lar definitivo dos judeus logo que eles conseguiram escapar do Egito. Conheça um pouco sobre a história dos judeus.

 O Estado de Israel foi proclamado no dia 14 de maio de 1948, de acordo com o plano de partilha da ONU de 1947. Menos de 24 horas depois, os exércitos regulares do Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o país, forçando Israel a defender a soberania que acabara de reconquistar em sua pátria ancestral. Nesta luta – conhecida como a Guerra de Independência de Israel – as recém-formadas Forças de Defesa de Israel (FDI), pobremente equipadas, rechaçaram os invasores em lutas ferozes e intermitentes, que se prolongaram por 15 meses, e custaram as vidas de 6 mil israelenses (quase 1% da população judaica do país na época).

No transcurso dos primeiros meses de 1949, realizaram-se negociações diretas, sob os auspícios da ONU, entre Israel e cada um dos países invasores (exceto o Iraque, que se recusou a negociar com Israel como até hoje); o resultado foi a assinatura de acordos de armistício, que refletiam as posições no final dos combates. Em conseqüência, a planície costeira, a Galiléia e todo o Neguev ficaram sob soberania israelense, a Judéia e a Samaria (a Margem Ocidental) ficaram sob o domínio da Jordânia e a Faixa de Gaza, sob administração egípcia; a cidade de Jerusalém ficou dividida, cabendo à Jordânia o controle da parte oriental, inclusive a Cidade Velha, e a Israel, o setor ocidental da cidade.

A Construção do Estado

Com o fim da guerra, Israel concentrou seus esforços na construção do estado pelo qual o povo tinha lutado tão longa e arduamente. O primeiro Knesset (parlamento) de 120 assentos entrou em funcionamento após as eleições nacionais (25 de janeiro de 1949), com a participação de quase 85% dos eleitores. Duas figuras que haviam conduzido Israel à independência tornaram-se os líderes do país: David Ben-Gurion, presidente da Agência Judaica, foi eleito Primeiro-Ministro; e Chaim Weizmann, presidente da Organização Sionista Mundial, foi o primeiro Presidente eleito pelo Knesset. Em 11 de maio de 1949, Israel tornou-se o 59º membro das Nações Unidas.

De acordo com o conceito de “reunião dos exilados”, que é a verdadeira razão de ser do Estado de Israel, os portões do país foram abertos de par em par, confirmando o direito de cada judeu de vir a Israel e, ao chegar, receber cidadania. Nos primeiros quatro meses de independência, chegaram ao país cerca de 50 mil imigrantes, em sua maioria sobreviventes do Holocausto. No final de 1951, haviam chegado cerca de 687 mil pessoas, homens, mulheres e crianças, dentre os quais 300 mil refugiados dos países árabes; a população judaica do país duplicara no prazo de quatro anos.

A crise econômica causada pela Guerra da Independência e a necessidade de dar atendimento à população que crescia rapidamente, exigiram uma política de austeridade interna e a procura de ajuda financeira do exterior. O auxílio prestado pelo governo dos Estados Unidos, os empréstimos de bancos americanos, a contribuição dos judeus da Diáspora e as reparações alemãs do pós-guerra foram empregados na construção de moradias, na mecanização da agricultura, no estabelecimento da marinha mercante e da linha aérea nacional, no desenvolvimento industrial e na expansão de rodovias, telecomunicações e rede elétrica.

No final da primeira década, a produção industrial do país tinha dobrado, assim como o número de pessoas empregadas; as exportações industriais haviam quadruplicado. O aumento das áreas cultivadas havia trazido a auto-suficiência no suprimento de todos os produtos alimentícios básicos (exceto carne e cereais); cerca de 20 mil hectares de terra árida foram reflorestados, e foram plantadas árvores ao longo de 800 km de estradas.

Quando Israel celebrou seu 10º aniversário, a população ultrapassava os 2 milhões de habitantes.

 Os anos de Consolidação

Durante a segunda década (1958-68), as exportações duplicaram e o PNB subiu cerca de 10% anualmente. Como o mercado interno para os produtos alimentícios estava chegando rapidamente ao ponto de saturação, o setor agrícola voltou-se a culturas destinadas à indústria alimentícia. Para atender à demanda do crescente tráfego comercial, um segundo porto para navios de grande calado foi construído em Ashdod.

Em Jerusalém foi construída a sede definitiva do Knesset, assim como novos prédios para o Centro Médico Hadassa e para a Universidade Hebraica. Foi fundado o Museu Israel, com o objetivo de colecionar, conservar, estudar e expor os tesouros artísticos e culturais do povo judeu.

As relações exteriores de Israel expandiam-se e em 1965 o país trocou embaixadores com a República Federal da Alemanha, um passo que fora anteriormente adiado por causa das amargas memórias do povo judeu dos crimes cometidos durante o regime nazista (1933-45). Oposição violenta e debates públicos precederam a normalização das relações entre os dois países.

Israel ainda lutou muitas guerras para conquistar o respeito e o desenvolvimento que tem hoje. Entre elas, A Campanha do Sinai (1956), A Guerra dos Seis Dias (1967), A Guerra de Iom Kipur, (1973) -Dia da Expiação, o dia mais sagrado do calendário judaico.

 Da Guerra à Paz – As eleições de 1977 para o Knesset trouxeram ao poder o bloco do Likud, uma coalizão de partidos liberais e centristas, terminando com quase 30 anos de predominância do Partido Trabalhista. Ao tomar posse, o novo primeiro-ministro, Menachem Begin, reiterou o compromisso de todos os seus predecessores por uma paz permanente na região, apelando aos países árabes a virem à mesa das negociações.

O círculo vicioso da rejeição por parte dos árabes a todos os apelos de paz de Israel foi rompido com a visita do presidente egípcio Anuar Sadate a Jerusalém (novembro de 1977), à qual se seguiram negociações entre o Egito e Israel, sob os auspícios dos E.U.A., e que culminam com os acordos de Camp David (setembro de 1978). Tais acordos continham as linhas gerais para um acordo de paz abrangente no Oriente Médio, inclusive uma proposta detalhada de auto-governo para os palestinos.

 Os palestinos e sua verdadeira identidade

O nome “palestinos” deriva de “filisteus”. Estes, porém, vieram originalmente de Creta (Caftor), ocuparam partes da região e exterminaram seus habitantes. Em Deuteronômio 2.23 lemos: “Também os caftorins que saíram de Caftor destruíram os aveus, que habitavam em vilas até Gaza, e habitaram no lugar deles” (veja também Js 13.3; Gn 10.14; Jr 47.4; Am 9.7). Os filisteus, por serem oriundos de Creta, nem eram árabes.

A palavra “Palestina” é simplesmente uma designação genérica para a terra de Israel, criada pelo imperador romano Adriano. Adriano era um inimigo ferrenho de Deus e dos judeus. No ano de 135 d.C. ele sufocou a revolta dos judeus sob a liderança de Bar-Kochba. Seu alvo era acabar definitivamente com a memória de Israel e de Jerusalém. Com essa intenção, ele mudou o nome de Jerusalém para “Aelia Capitolina”. À terra de Israel ele deu o nome de seus inimigos mais ferrenhos, os filisteus.

O nome “palestinos” surgiu a partir de 1964, quando o Alto Comissariado da Palestina solicitou à Liga Árabe a fundação de uma Organização Para a Libertação da Palestina (OLP). O semanário egípcio El Mussawar escreveu a respeito: “A criação de uma nação palestina é o resultado de um planejamento progressivo, pois o mundo não admitiria uma guerra de cem milhões de árabes contra uma pequena nação israelense”.

Antes de 1964 os moradores da “Palestina” ainda eram chamados de “árabes”. Em 15 de maio de 1948, quando sete exércitos árabes atacaram o recém-criado Estado de Israel, os árabes da Palestina foram convocados a deixarem temporariamente a região colocando-se em segurança até que Israel estivesse aniquilado. Foram os próprios países árabes que animaram os palestinos a saírem dali; eles não foram expulsos pelos israelenses. Em torno de 68% deles partiram sem jamais ter visto um único soldado israelense. Um refugiado palestino resumiu a questão com as seguintes palavras: “O governo árabe disse-nos: ‘Saiam para que possamos entrar.’ Assim, nós saímos, mas eles não entraram”. (Norbert Lieth – http://www.Beth-Shalom.com.br)

 

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